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Cotados para uma universidade

Por avaliações das universidades, a melanina é marcada com o primeiro passo que aparenta, "não somos racistas". Negros que conseguem ingressar no nível superior entram pelo sistema de cotas que não valoriza o próprio ser humano, pois o preconceito está nítido. Qualquer pessoa pode cursar uma faculdade, mas o negro é retratado como pobre de conhecimento e que necessita de ajuda estudantil. 

A faculdade oferece vagas para brancos inteligentes e, negros que podem alcançar um "espaço intelectual" mesmo que dependente da política de cotas. Pelo potencial branquíssimo dessa divisão no Brasil, trata-se de conjugar o humano somente pela cor. Uma falta de consciência que acima da genética, é considerada por alguns brancos o afastamento dessas raças. Sendo que, o negro carrega uma cultura histórica, que talvez muita gente não conheça, ou pior, insinuam a não importância na "vida de um branco".

Esse caminho em benefício de conjugar que o racismo não existe nas universidades, somente retarda a visão brasileira. As cotas diminuem o valor escuro de uma pele e transforma a predominância dos clarinhos de extrema vantagem acadêmica. 

Assim, o próximo a ser aprovado para as cotas será o carioca bronzeado.

 

 



Escrito por Nah às 10h58
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Consulta de sono

 Antes de dormir, a oração ao pé da cama é sagrada, lógico. E quando o cabelo se amassa com a fronha, o que sonhar? As ilusões do não acontecido ou até mesmo da situação vivida parece atordoar a cabeça. Aí vem-se então a mudança de direção. Vira do lado esquerdo, direito, muda a perna de lugar, e nada de saber o que sonhar. Será que sonhamos? Mas, se nos programamos para ter sonhos, o porquê de sonhar?

 Pergunta sem resposta. Ahhh!!! Será mesmo que não é sonhar? Puxa, além do único momento de desligamento, a própria manivela do cérebro consegue fazer do sonho um não sonho.



Escrito por Nah às 20h32
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Termômetro da Sociedade

 "Estranho seria se eu não me apaixonasse por você", Cássia Eller.  Já aqui na vida humana e urbana sem letras de shows, se apaixonar por uma rotina de vida, é uma acomodação. "Não vou me adaptar", de Nando Reis. Adaptação que não há? Como, se é a partir da rotina que se torna a acomodação. Palhaçada de vida!!!

            O acordar cedo e, sair com o mau gosto do sono. Encostar na janela que ainda é escura pelo céu que não clareou. Aturar muleque, violência, polícia, desemprego e enfim, diário normal de alguém que precisa explodir antes da catástrofe. Qual? Da loucura. Esse corre-corre, esconde-esconde dentro de casa para se proteger do bandido lá de fora. Segurança? Nem cerca elétrica, câmera, seguranças, cachorros conseguem amenizar o perigo. E o que sobrará da saúde? O sobe e desce da pressão, a falta de ar, o cansaço das consultas caras. Ufa!!! Quanta turbulência!!!!!

            E o pior de tudo é gente que escreve, assiste programas culturais, e nem assim muda alguma coisa. Desabafo? Talvez sim, mas a certeza de que chega um tempo que para estourar a cabeça de um, é pouco.  "Um pouco mais de paciência."

               



Escrito por Nah às 19h35
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SURFANDO NA NET E ENTRANDO NO TUB

Entrar na internet e postar um vídeo daqueles bem caseiros. Ser o astro do próprio filme. Colocar trechos dos filmes que mais gosta.  Essas são as magias do youtube. Sem falar de algumas coisas que podem ser vistas nesse site, as quais estavam perdidas na memória de muitos que, antes do advento da “videomania”, não tinham a possibilidade de serem revisitadas a não ser pela imagem tão presente no túnel do tempo cerebral.

 

Falar de youtube é algo intrigante por vários motivos. Na Turquia, por exemplo, o site não pode ser acessado diretamente. O amigo intercambiario Serhat, quando está em seu país de origem, precisa acessar outros sites para ver os vídeos de maneira indireta. Aqui em sala de aula é comum vê-lo se divertindo ao assistir vídeos de coisas curiosas como o Guinness World Records.

 

Para uma reflexão sobre o assunto é indispensável à lembrança da criação do autor George Orwell, 1984. Se não são telepátas os vigias atuais, certamente as câmeras alheias fazem às vezes dos mesmos. A invasão de privacidade é o maior mal desse meio.

 

Para o jornalismo, as curiosidades do youtube podem não ser tão chamativas. Mas certamente será possível encontrar vídeos de casos noticiados em todas as partes mundo. Como exemplos o enforcamento de Saddam Husseim e os desastres na China.

 

O nome “canal”, dado a ferramenta que possibilita a criação de uma página própria para os vídeos, é uma alusão direta ao canal de televisão. E não está errado. Programação própria ao alcance de todos. Esse é o youtube.



Escrito por Nah às 20h00
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Acesso positivo

Manusear computadores que transformam a tecnologia em destruição é bem óbvio. Hackers podem acabar em poucas tecladas com tudo que tiver ao alcance. Desde controle no transporte, economia, vida humana, enfim, só em filme mesmo. E foi com essa visão que demonstrou o filme "Duro de Matar 4.0".               

Relatar toda ação parece complicado demais, mas a expectativa passada nas cenas é: cuidado com os famosos gênios do trio "teclado, monitor e homem". Atitude de pessoas que pretendem acabar com tudo, somente por dinheiro e poder, mostra essa ganância do ser humano.

O ator principal Bruce Willis que atua como John McClane um detetive que tenta com sua esperteza e ataque corporal, destruir o terrorista que ameaça fazer uma queima total nos Estados Unidos. E como acompanhante de John, um jovem que é um hacher, tenta com suas ferramentas intelectuais ajudar para que o mundo não seja destruído. E acreditem, os olhos ficam vidrados em todas as cenas.

Bem, a atração do filme aparece quando alguém aluga Duro de Matar 4.0, e fica pronto para os trechos que emocionam. Então, alugue agora e boa adrenalina!



Escrito por Nah às 13h03
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Sacada na internet

“A divulgação de boca- boca”. Assim Igor Pucci, de 24 anos, enfatizou como foi seu destaque dos 10 mil acessos, em apenas 1 mês. E julho de 2007, Igor montou seu blog, e foi quando as fotos engraçadas procuradas em um fórum da internet tiveram essa expansão devido aos próprios colegas. Pois, eles repassavam as fotos.  As postagens eram feitas pelas gafes das pessoas, fotos engraçadas, scraps escritos errados, enfim, tudo levaria aos risos dos internautas. Mas, o  plano do servidor usado,  não era compatível para aqueles milhões de acessos. Teve então, que assinar com outra empresa. E, partindo sempre com o intuito de mostrar o divertido, acabou faturando bem mais do que sorrisos. Hoje ele fatura por mês, uma média de  6 mil reais, e tem 15 mil acessos diários. Comentários? 15 por páginas e 3 mil por dia. Ele também tem anúncios de 4 empresas diferentes, sendo que, de uma ele ganha em euros.  O endereço: www.perolasdoorkut.com.br. Brincadeira de internet!  

Ele parece modesto, não gosta de ser fotografado, mas depende de qualquer estilo, forma, ângulo de foto que envie. Com muitas imagens recebidas, ele que faz a seleção de escolha. ”Tenho um olha clínico”, assim relata. E quando recebe algum e-mail pedindo para retirá-las, ele declara: “Tiro sem problemas, sendo a pessoa ou não o dono da foto”. Por mais que esse trabalho seja com as fotos, algumas com a face tampada, ele nunca recebeu nenhum processo. Já procurou três advogados especialistas na área de sites, internet, que o tranqüilizo.

No seu blog, tem 2 mil fotos; e um exemplo de como não possui só fotos, ele fala com risos: “Tem pessoa que está vendendo ingressos da Copa de 2014; tem a comunidade do gritinho da velha do Titanic”. Outros e-mails usados são para contatos (www.contatoperolas.com), remoção de fotos (www.removaperolas.com),  como no caso de um cachorro da raça pir-bull que atacou um porco espinho, e ficou com a cara toda machucada, e os internautas pensavam aquilo como crueldade.  “Foi um acidente, e as pessoas não entenderam, e acabei tirando a foto”, conta Pucci.

Todo esse trabalho gera 2 horas por dia na frente do computador, para ler e atualizar seu site. Ele conta com mais três colaboradores para esse serviço. Trabalha também com o site de frases feitas, pensamentos filosóficos, colocadas no Orkut, msn, www.webfrases.com e www.mov.com.br para os recados com desenhos coloridos. E os dois juntos quase igualam ao valor do perolas.

O Igor Pucci, desse que falei a matéria toda, é formado em Ciências da Computação pelo COC, e faz Pós-graduação em Economia na UEL (Universidade Estadual de Londrina).  E assim, conquistou com as brincadeiras, internautas e uma fortuna.

 



Escrito por Nah às 18h15
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Armadura doce

 À noite quase a deitar, e ela levanta. Estrelas, a pouco somem do céu. E ela pôs-se então a se vestir. Alguns de casa ainda dormem do sono cansado. Esses vão para escola. Mas ela, a mãe, que esquenta a comida, arruma a casa, está sempre de pé nesse horário. Às quatro da manhã. Com sua delicadeza de mulher, beija o marido que vai para o ponto de ônibus para mais um corte. O vestuário dela nos 5 dias é calça jeans, lenço na cabeça, e braços e pernas cobertos por capas de ferro. Nos braços, também leva o bornal e o filho mais novo.

Seu primeiro destino está há 3 quarteirões de casa. O ônibus passa por volta da 5h. Sobe com a criança, ou melhor, bebê, com descida na creche municipal. No colo abraçado a mãe fica na fila por alguns instantes para entrar. Logo ele é deixado, e a mãe com toda sua estrutura de ferro olha para trás e corre em direção ao ônibus. Sua próxima parada agora será daqui alguns quilômetros. Para sua outra preocupação, ainda arruma o lenço que está caindo no pescoço.

Ela, não será mais uma contada pelo gato. E sim pela sua desenvoltura de mulher e firmeza de um homem. As pernas quando relam, fazem barulho de guerreiros quando começam a lutar. A sua guerra de toda manhã é a terra. Pronta para ser cortada, a cana deixa seu doce, para salgar toda força dessa “mulher pesada”. Assim até o almoço. Que agora está morno e a salada murcha. Como acompanhante sempre seu lenço e todo aparato corporal. E de volta ao serviço braçal, depois de uma hora.

                Assim prolonga o dia até a tarde. Com toda aquela roupa de guerrilha e o cansaço no rosto, o rumo agora é para casa.  Nesse tempo sem a família, trás já no portão de casa, as crianças pulando e chamando por ela. Mãe! Mal tira o lenço, e abraça-os. Sem muito esforço, coloca o bornal sobre a mesa e sai em seguida. Vai meio apressada em busca do outro filho na creche. Quando chega, todos ouvem, pois sua roupa de trabalhadora é notável. O filho sente o cheiro doce da mãe. Juntos voltam pra casa. E ela rodeada de amor dos filhos, mal percebe o peso da roupa que lhe acompanhou por quase o dia todo.    



Escrito por Nah às 16h51
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Sentidos excessivos

A cidade que chora doce por todos os períodos, ainda não pede seu descanso. Em constante amargura de seus funcionários, o caldo de cheiro forte enruga a pele de olhos pequenos. Parece um jogo de quem pode mais, a máquina que canta e solta pela sua fumaça gigante e mal cheirosa ou o homem que de doce e salgado soa a todo o momento. A perseguição de lados opostos,  e também pelos caminhões em excesso que não param de chegar, acostumam  as pessoas que muito trabalham e conversam pouco,  a viverem nessa "sincronia".

 O toque, ou melhor, o alerta, é tocado e aceso pela luz vermelha no pátio. Troca-se o turno de homens cansados por outros que ainda cansarão. A vida nessas idas e vindas entre as cobertas faces extintas pelo corre-corre, tem-se pela manhã o bom dia para os que chegam e saem. No escritório, gelado e fresco pelo ar condicionado, aonde o olfato não chega a tempo de sentir o grito dela.

            E assim continua a fazer de pessoas, o caldo do bar, o cheiro forte, a visão difícil, o doce da cozinha e, tudo que a usina faz e refaz em cima dos homens baleados pela cana.

  



Escrito por Nah às 22h28
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Bang-bang

Antes o cavalo e a cartucheira eram tomados pelo vilão da cidade pequena. Tudo se expandiu. O cavalo agora é carro roubado; a cartucheira a metralhadora; o vilão, com outro termo, bandido. Evoluímos? Pode se dizer nesse ponto como a vida esteve em risco, com certeza. Mas onde precisamos alcançar não conseguimos: saúde, educação, e todo projeto de governo que não sai da parte burocrática.       

 

Nos morros do Rio de Janeiro e São Paulo o velho oeste sempre permaneceu constante. A verdade estampada em toda história de filmes e realidades, trás a continuidade dos tempos. O filme, Cidade de Deus relata no começo bem o que quero dizer; no começo dos anos 70, a bala não só corria como acertava portas, paredes e corpos.

Hoje de cidades a favelas, o ruído de solas pelo chão é sempre notável e acompanhada da gritaria. PMs atiram sem mira? Acredito que sim, pois muitas mortes acontecem devido às balas perdidas. Só deles? Não. Bandidos e traficantes também acarretam por essa culpa.

 

Inocentes na rua, calçada e ladeiras caminham e vigiam com medo ao seu redor. E quando menos espera, uma trilha de sangue passa diante de seus pés trêmulos e rápidos que caminham para um abrigo. Há também, as mulheres com braços pesados de crianças e sacolas de mercado, e olhos que mostram a força e insegurança de uma vida brasileira.

 



Escrito por Nah às 20h54
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O Surgimento de uma Vida Chargista

Benedito Carneiro Bastos Barreto (1896-1947), mais conhecido como Belmonte, chargista e também jornalista que chegou a trabalhar com reportagens e artigos; deixou marcada sua história de vida com suas grandes azucrinações. Definiu uma vez sua profissão da seguinte maneira: “A nossa vida não é das piores. Nós dormimos tarde, levantamos cedo, estudamos quando não escrevemos, esprememos o cérebro até pingar a última idéia, somos malvistos pelos políticos, quase sempre perseguidos, às vezes assassinados, mas em compensação levamos uma vida de cachorro.”

 

   

 

Em suas charges o seu grande personagem foi Juca Pato, que tinha como lema “podia ser pior”. Assim Belmonte viveu incomodando aqueles que sentiam-se oprimidos para que mudassem sua situação. O embaixador do Japão no Brasil prestou queixa contra as citações ao imperador de seu país, afinal os japoneses tinham Hirohito como um deus. Ele dedicou-se à caricatura política; seus desenhos não apelavam para a grosseria, ao contrário, revelavam um alto grau de intelectualidade.                                        

 



Escrito por Nah às 19h26
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Feitos para blogar

Nada mais do que uma sintonia tecnológica, entrevistar no laboratório de Redação, os dois blogueiros tem estilos diferentes. Um dos entrevistados era mulher, cabelos castanho claro e longos. Ela é Marcela Nobre Cruz, 20 anos, que montou seu blog desde 2001. Seu currículo de blogar veio com as aulas de computação e conhecimento pelo blog. E depois, não parou mais de escrever, postar e tudo mais. Até o dia em que se cansou e pensou em acabar com o blog. “Não fiquei 30 dias sem blog”, afirma Marcela. Um dos motivos que continuou a blogar, foi pela revista Capricho. Ela se inscreveu e ganhou como colaboradora. Recebe duas pautas a cada 15 dias E já foram publicadas uma matéria sobre Sonhos, na revista; e outras três matérias no site. Ela costuma visitar os 100 blogs dos amigos. “O que me motiva é o feed back”, diz a blogueira.

 

O estilo de seu blog ela gosta sabe como? Do jeito que está, não gosta de ficar mudando. Um das pessoas que visitaram seu blog foi a atriz Carolina Dieckmann. Não deixou comentário, mas mandou-lhe um e-mail. Sua dica para quem deseja fazer um blog é “precisa ter vontade e visitar os outros blogs”. O que melhorou para Marcela foi sua escrita, o aperfeiçoamento com as palavras.

 

A história de ter um blog também tem seus poréns. A blogueira recebeu um e-mail da Capricho chamando sua atenção por estar plagiando. Ela descobriu que uma pessoa postava seus textos e de maneira totalmente idêntica ao seu. Marcela então cadastrou-se em um site que toda vez antes de postar, ela manda a confirmação. Assim ela não corre mais o risco de ter suas publicações plagiadas. E como blogueira atual e futura jornalista, para ela “expressar opinião nunca é demais.”.  A página do seu blog tem vários tipos de fotos, links e mais no www.contraparamarcela.blogspot.com.

 

O outro entrevistado é homem de 21 anos. Márcio da Silveira Bracioli. Tem todo jeito engraçado de ser. Para as respostas da coletiva, fazia careta ou falava algo que levava todos aos risos. Sua história com o blog começou em 2002, e fez vários também. Hoje mantém um desde o final do ano passado. Seu gosto? Foi sempre pela escrita, e o blog ativou esse seu gosto pelas palavras. Ele diz “não tem fórmula para blogar”. Suas postagens são de vários estilos, cultura, livros e até protesto. Um de seus textos foi sobre sua falta de criatividade e com uma foto do Queijo Roquefort. Assim você nota um pouco do blogueiro. Sua escolha entre orkut e blog, foi orkut. “Como eu vou saber a data de aniversário dos amigos”, brinca ele.

           

Márcio sempre visita o blog de Zeca Camargo. Seus gostos são bem culturais. Ele confessa ser preguiçoso, muito preguiçoso. Posta a cada 2, 3 dias no seu blog. E sua visita pelos blogs são poucas. A maioria de seus comentários é dos amigos de sala.

“Se eu escrevi, é para alguém ler, às vezes, as pessoas se identificam”, fala o blogueiro.

 

O blog de Márcio tem foto dele todo divertido.  Seus textos se confundem com histórias e realidades que as pessoas não sabem diferenciar. O endereço é http://bracioli.blogspot.com.         



Escrito por Nah às 10h42
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Dormir?

Bom dia! E eu ainda com sono. No ônibus, já aposta para escorar na janela e dormir um pouco. A colega do sítio senta do meu lado. Fica mais apertado para mim, pois ela é espaçosaaaa. Mas enfim, fico incomodada e com mais sono.

Assim que as luzes se apagam, começo a preparação. Tiro a presilha, deitei-me mais no banco e pronto, prestes a descansar. Ou melhor, só tirar um cochilo. As vozes atrás de mim são constantes, tosses, espirros não deixam de se pronunciar. Sem falar na música puts, puts que toca incessantemente. Apesar de o som ser lá trás, as meninas do fundo catam desafinadas e sem respeito com os outros. Isso por volta das 5:50’ da manhã. E eu? Na esperança de dormir.

Quase 30 km andados e meu celular toca. É meu pai querendo passar mais um, dos vários compromissos que ele manda. Eu sonolenta, só confirmo com o “tá pai, já sei, vou fazer”. Ouço-o um pouco dispersa, mas ouço.

Mais um cochilo e aí entramos na cidade. Pára em três escolas. Na primeira, quem desce correndo pelo corredor são as crianças eufóricas, dando tchau para o motorista. Na próxima parada é com as patricinhas. Todas com calça, tênis de marca e mochila também. As unhas vermelhas segurando alguns fios de cabelo escorrido e a música que não deixam de cantar. Assim elas descem. Já no outro, vem a pop do ônibus. Quase não se acha. Não senta com ninguém, todo dia vem de bolsa diferente, brinco, calça e tudo mais como manda sua pose. Ahhhh paciência! E eu, tentando dormir.

Mais uns 20 km e desce então os universitários. Todos de branco. Dando o ar da graça para quem deseja invejar. Coitados! Mal enxergam um palmo da frente e acham que comandam tudo. Não sinto um pingo de inveja, mas tenho dó desses que ainda vão sofrer.

E no próximo ponto é demais. O viadinho que não demonstra ser nada mais que um “homem” cuidadoso e estudioso, desce sempre sem olhar para os degraus e poin! Caiu ajoelhado. Alguns risos foram segurados. Eu me contive até demais nessa hora. E por fim, quem desce sou eu. Quase caindo de sono e com vontade de ficar no ônibus. Coragem é que não falta, mas a presença conta. Assim deixo de dormir, ou melhor, cochilar pelo pouco tempo que tenho. E amanhã, será diferente? Tenho certeza que não. E o sono ainda vemmmmmmm e vaiiiiiiiiiii...   

 

 



Escrito por Nah às 16h47
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Mais uma do camarada

Bem essa é para rir. Juro! Ele apesar de ser bravo do jeito que era, em alguns casos eles se tornava o palhaço da história. Na verdade, ele não fez com tanta brincadeira assim. Vou contar logo o ocorrido.

Era mês de vacinação. E quem levava o Bob para vacinar era meu pai. Então, eu ficava despreocupada. Só que como meu pai viajou naquele mês e como os outros também, fiquei a pensar.

No meio da semana os funcionários da vacinação (Jacaré e o Verguinha) assim chamados pelos amigos, tentaram pelo lado de fora do portão, amarrá-lo para vacinar. O camarada não deixou, ficou uma fúria, imagina. Eu estava em casa, mas não ouvi os homens chamarem. E eles, achando que dessem conta do Bob, ficaram sem jeito quando eu abri a janela da sala, gritando: vocês parem com isso, deixa que meu pai leva ele para vacinar. Eles não gostaram muito não. Falaram o prazo da vacinação e foram embora. E o Bob, colocava as patas da frente em cima do muro para pular. Eu nervosa também gritei com ele. Rapidinho ele foi para o fundo. Ufa! Pensei que ele iria escapar e fazer um estrago com os dois.

                Passado uns dias, liguei para meu pai. E aí lascou. Ele não vinha por aqueles dias, e quem iria vacinar meu camarada? “O Jacaré e o Verguinha, Naiara, quem mais pode ser”, disse meu pai. Eu falei oquei então. Mas com um medo tremendo. Pois como aquele camarada são poucos os que brincam. Enfim, no outro dia os funcionários vieram.

Trouxeram todo o aparato no carro da prefeitura. Corda, pau de enforcar cachorro (não sei o nome específico), seringa e vários equipamentos para vacinar. O Bob estava preso na corrente de ferro e amarrado em um fio super forte numa vigota de 3 metros, que era o varal. Em casa estava eu, mãe e Jú. Isso na hora do almoço. Quando os homens entraram Bob ficou doidão. Como o Verguinha já tinha tentado vaciná-lo, acho que o camarada marcou-o. Os pelos da costa do Bob arrepiaram, ele pulava como um touro em rodeios. Meu Deus! Eu dizia da sala. Morri de medo, e falava para eles guardarem a vacina que depois meu pai aplicava. Eles diziam: não pode. Então está bem, eu disse.

                E quando o Verguinha se aproximou dele, sabe o que aconteceu? Vocês nem imaginam!!!O Bob estourou a corrente, o fio e travou os dentes sabe onde? No órgão genital do Verguinha. E quem disse que o camarada soltava. Minha mãe pegou enxada, batia no meu cachorro e nada de soltar. O Juninho abriu a torneira e molhou-o, nada adiantava. Sei que no meu desespero dei um grito bem alto: pára Bobbbbbb!!!!!!!!! Ele soltou na hora, e correu para os fundos. O funcionário coitado saiu igual o caderudo daquela novela lembra, A Indomada, correndo com as pernas toda aberta. Todo rasgado, pingando sangue até não querer mais. E eu vendo a situação cai tanto na gargalhada que  não parava mais.

                Sei que minha mãe foi lá no fundo, deu a maior bronca no Bob. E ele? Só ficava deitado olhando para ela.  O Jú então, vez xixi nas calças de tanto rir. É sério! Parecia filme de comédia. Mas o Verguinha no final levou 45 pontos lá no...órgão genital. É! O Bob era feroz mesmo. Rsrsrsrs.

Depois deu tudo certo. Meu pai acabou vacinando o Bob e quem saiu vacinado e costurado nessa história foi o funcionário da Prefeitura. O Verguinha ficou um bom tempo de repouso e pensando sobre sua profissão, ou melhor, “como será minha vida a partir de agora”. Acho que ele pensou duas vezes antes de entrar em qualquer casa para praticar sua profissão, depois do ataque do Bob . É. Com cachorro não se brinca toda hora.

                



Escrito por Nah às 17h32
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Meu camarada

 

 

 Pela manhã ele sempre presente, vinha todo amoroso e me agarrava. Sua emoção em estar comigo era lindo quando eu saia de casa. Minha preparação especial de cada dia foi admirada pelos seus pulos de alegria. Às vezes ele revoltava com algumas roupas minhas. Principalmente as de cores brancas. Eu não gostava do seu jeito pegajoso quando usava-as. Na verdade quem impôs essa barreira? Eu. Também ele amarrotava demais. Bem! Ele sempre respeitou.

 

Na hora do almoço, todo amor voltava. Abria o portão e ele me encontrava com todos os dentes de felicidade. Mas e o almoço? Eu perguntava. Ele nem respondia, pois foi acostumado só a comer. Não ficava brava, era só uma brincadeira mesmo. E eu acabava preparando. A refeição dele tinha que se repetir. Nunca vi gostar sempre da mesma coisa. Ainda bem! Porque não tinha que me preocupar tanto quando chegava em casa. E depois de estômago cheio, dormíamos. Isso até uma da tarde. Depois eu voltava ao trabalho.                 

             

Assim foi por uns dois anos. Vou contar o pouco que vivi com ele. Meu pai era muito bravo, ou melhor, até hoje. E trabalhava fora. Vinha uma vez por mês. E quando vinha, nem dava o mínimo de atenção para o meu querido. Saia raramente com ele. E por essa falta de companheirismo do meu pai, particularmente, os dois acabaram sendo prejudicados. Bom, assim se afastaram e foram perdendo tudo o que nem haviam construído. E durante os dois anos, o meu querido foi se tornando agressivo. Às vezes, me acho culpada por essa história. Mas como eu, mulher, ia roubar essa masculinidade do meu pai que não soube trocar algumas palavras de homem. Enfim, não encontro de certo o meu erro.    

           

A data inesquecível, 03/08/2001, esse foi o término. Meu irmão, o Juninho, se desentendeu com o querido na hora do almoço. E ele, o “querido” não leva desaforo, e então, atacou-o. Minha mãe ficou desesperada. Me acordou com aquela gritaria e fomos de encontro para separá-los. Foi difícil, mas conseguimos. O Juninho saiu todo ensangüentado. Sem forças, meu irmão não conseguia pular a janela do quarto, pois o “querido” rodeava toda a casa. Minha mãe em prantos, ligou para o meu pai que estava em Sinop- MT (leva 3 dias e meio para chegar) e ele disse: dê um fim nesse safado. Nisso, a vizinhança estava toda reunida na frente de casa. A polícia de prontidão só esperava a hora certa.

           

E eu no quarto orando, só ouvi os tiros. O querido estava morto na calçada de casa. Meu irmão então foi carregado pelos braços da minha mãe direto para hospital. E eu, sozinha em casa, com todo aquele tumulto estava perdida. Não sabia o que fazer. Fui levada para a casa de minha melhor amiga, que na época era. Fechei os olhos ao sair de casa, não tive coragem de ver a cena. Depois de passado o susto, meu irmão voltou todo curativado, já estava bem. Lógico que as lembranças ainda tinham, mas nada que com o tempo não apague.

           

Enfim. Meu irmão quase estourou uma veia do braço. Foi um grande susto realmente. Mas sinto saudades do meu querido. Que, aliás, não disse o nome. Era Bob, cor marrom escura com traços castanhos. Não era muito grande, mas sua força não deixa por merecer. Era da raça pitbull com fila. Bravo até demais. Mas comigo ele sabia ser amoroso e nunca me atacou. Foi um bom camarada pra mim. Já pelo ocorrido procuro não pensar muito. Pois quase perdi meu irmão. Hoje ainda tenho saudades dele. E com palavras da minha mãe: cachorro nunca mais. 

 



Escrito por Nah às 09h53
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Rasuras de amor

 

 Sem tardar, falo logo daquilo que consegui viver. Um sonho que ficou dos pés aos sonhos. Veio como o tipo, músico das noites completas; homem lindo com uma pitada de palhaço, em quase todos os momentos para acabar com a monotonia. De olhares quase cor de mel, ele arrisca um brilho nos meus que fazem dizer um, Eu te amo! Com medo do não acreditar, ele insiste: Acredita mesmo amor? Eu quase derretendo em lágrimas por dentro, respondo com o mesmo sentimento: Acredito, e também te amo!

            O pouco que passamos juntos é caso de amor. Nem contraste de ciúmes ou qualquer situação assim, pode desfalecer esse sentimento. Demorou a ser encontrado; pois os irrelevantes e antigos amores, ou que diziam amores, riscavam os sonhos que nós mulheres, construímos nesse mundinho de “castelo”.  O príncipe até então não existia. Talvez pela “tecla quebrada” que os outros imaginários e queridos amores tivessem destruídos. A insistência fez dos riscos da relação chegar ao fim. E afinal, construir castelos, não é para todos que se dizem engenheiros ou profissionais da área.

            Aos poucos fui deletando esse espaço. Não do castelo! Mais do amor em si. Devagar o encanto despertou as palavras que nem mais o sentido eu reconhecia. Hoje, tento não pensar no passado, pois tenho o “presente” de ótimos momentos que ainda serão muitos a ser preenchidos. O amor às vezes é modesto. Ele tão simples e belo, que nem faz questão de demonstrar seu lado lindo. Como poeta, músico, apaixonado, de poucas e muitas formas ele sabe me conquistar. Às vezes, tenho atitudes de menina, mas é o medo dos meus medos que me apavoram assim. Posso sentir medo de tudo, do perder e do ganhar o amor. Procuro esquece-los em alguns momentos, pois sinto a falta da coragem, em frente minhas dificuldades.

            Não me engano nesse hábito de amar; conheci alguém que herdou um dom divino. Qual? Jardineiro. Ele sabe cuidar da sua “flor” nesse jardim tão colorido de sentimento e cores. Nunca esquece de regar. Pelas manhãs vem cuidando dela, para não deixar o orvalho queimar suas pétalas. Erro um pouco com esse príncipe; sei que não sou perfeita, mas preciso acertar nas minhas contas. Afinal, um castelo pelo qual sempre tentei finalizar, está quase concluído. Resta apenas uma jogada do passado, e um presente que está presente. Assim, vou dizendo que o amo.

           



Escrito por Nah às 09h49
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