Viaje por aqui......  
 
   



BRASIL, Mulher, Música, Livros
border=0
 
   Arquivos

 
border=0
Outros sites

 Day
 Longhini
 Cavalaro
 NeilaStorti
 Simône
 Bracioli
 Marcela
 Isa
 Galvan
 Zé Marcos
 Manhani
 Luando
 Miss
 Frika
 Joyce
 Tamyris
 Duda
 Ester Leão
 Jean Fronho


Votação
Dê uma nota para meu blog



border=0
 


Meu camarada

 

 

 Pela manhã ele sempre presente, vinha todo amoroso e me agarrava. Sua emoção em estar comigo era lindo quando eu saia de casa. Minha preparação especial de cada dia foi admirada pelos seus pulos de alegria. Às vezes ele revoltava com algumas roupas minhas. Principalmente as de cores brancas. Eu não gostava do seu jeito pegajoso quando usava-as. Na verdade quem impôs essa barreira? Eu. Também ele amarrotava demais. Bem! Ele sempre respeitou.

 

Na hora do almoço, todo amor voltava. Abria o portão e ele me encontrava com todos os dentes de felicidade. Mas e o almoço? Eu perguntava. Ele nem respondia, pois foi acostumado só a comer. Não ficava brava, era só uma brincadeira mesmo. E eu acabava preparando. A refeição dele tinha que se repetir. Nunca vi gostar sempre da mesma coisa. Ainda bem! Porque não tinha que me preocupar tanto quando chegava em casa. E depois de estômago cheio, dormíamos. Isso até uma da tarde. Depois eu voltava ao trabalho.                 

             

Assim foi por uns dois anos. Vou contar o pouco que vivi com ele. Meu pai era muito bravo, ou melhor, até hoje. E trabalhava fora. Vinha uma vez por mês. E quando vinha, nem dava o mínimo de atenção para o meu querido. Saia raramente com ele. E por essa falta de companheirismo do meu pai, particularmente, os dois acabaram sendo prejudicados. Bom, assim se afastaram e foram perdendo tudo o que nem haviam construído. E durante os dois anos, o meu querido foi se tornando agressivo. Às vezes, me acho culpada por essa história. Mas como eu, mulher, ia roubar essa masculinidade do meu pai que não soube trocar algumas palavras de homem. Enfim, não encontro de certo o meu erro.    

           

A data inesquecível, 03/08/2001, esse foi o término. Meu irmão, o Juninho, se desentendeu com o querido na hora do almoço. E ele, o “querido” não leva desaforo, e então, atacou-o. Minha mãe ficou desesperada. Me acordou com aquela gritaria e fomos de encontro para separá-los. Foi difícil, mas conseguimos. O Juninho saiu todo ensangüentado. Sem forças, meu irmão não conseguia pular a janela do quarto, pois o “querido” rodeava toda a casa. Minha mãe em prantos, ligou para o meu pai que estava em Sinop- MT (leva 3 dias e meio para chegar) e ele disse: dê um fim nesse safado. Nisso, a vizinhança estava toda reunida na frente de casa. A polícia de prontidão só esperava a hora certa.

           

E eu no quarto orando, só ouvi os tiros. O querido estava morto na calçada de casa. Meu irmão então foi carregado pelos braços da minha mãe direto para hospital. E eu, sozinha em casa, com todo aquele tumulto estava perdida. Não sabia o que fazer. Fui levada para a casa de minha melhor amiga, que na época era. Fechei os olhos ao sair de casa, não tive coragem de ver a cena. Depois de passado o susto, meu irmão voltou todo curativado, já estava bem. Lógico que as lembranças ainda tinham, mas nada que com o tempo não apague.

           

Enfim. Meu irmão quase estourou uma veia do braço. Foi um grande susto realmente. Mas sinto saudades do meu querido. Que, aliás, não disse o nome. Era Bob, cor marrom escura com traços castanhos. Não era muito grande, mas sua força não deixa por merecer. Era da raça pitbull com fila. Bravo até demais. Mas comigo ele sabia ser amoroso e nunca me atacou. Foi um bom camarada pra mim. Já pelo ocorrido procuro não pensar muito. Pois quase perdi meu irmão. Hoje ainda tenho saudades dele. E com palavras da minha mãe: cachorro nunca mais. 

 



Escrito por Nah às 09h53
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






Rasuras de amor

 

 Sem tardar, falo logo daquilo que consegui viver. Um sonho que ficou dos pés aos sonhos. Veio como o tipo, músico das noites completas; homem lindo com uma pitada de palhaço, em quase todos os momentos para acabar com a monotonia. De olhares quase cor de mel, ele arrisca um brilho nos meus que fazem dizer um, Eu te amo! Com medo do não acreditar, ele insiste: Acredita mesmo amor? Eu quase derretendo em lágrimas por dentro, respondo com o mesmo sentimento: Acredito, e também te amo!

            O pouco que passamos juntos é caso de amor. Nem contraste de ciúmes ou qualquer situação assim, pode desfalecer esse sentimento. Demorou a ser encontrado; pois os irrelevantes e antigos amores, ou que diziam amores, riscavam os sonhos que nós mulheres, construímos nesse mundinho de “castelo”.  O príncipe até então não existia. Talvez pela “tecla quebrada” que os outros imaginários e queridos amores tivessem destruídos. A insistência fez dos riscos da relação chegar ao fim. E afinal, construir castelos, não é para todos que se dizem engenheiros ou profissionais da área.

            Aos poucos fui deletando esse espaço. Não do castelo! Mais do amor em si. Devagar o encanto despertou as palavras que nem mais o sentido eu reconhecia. Hoje, tento não pensar no passado, pois tenho o “presente” de ótimos momentos que ainda serão muitos a ser preenchidos. O amor às vezes é modesto. Ele tão simples e belo, que nem faz questão de demonstrar seu lado lindo. Como poeta, músico, apaixonado, de poucas e muitas formas ele sabe me conquistar. Às vezes, tenho atitudes de menina, mas é o medo dos meus medos que me apavoram assim. Posso sentir medo de tudo, do perder e do ganhar o amor. Procuro esquece-los em alguns momentos, pois sinto a falta da coragem, em frente minhas dificuldades.

            Não me engano nesse hábito de amar; conheci alguém que herdou um dom divino. Qual? Jardineiro. Ele sabe cuidar da sua “flor” nesse jardim tão colorido de sentimento e cores. Nunca esquece de regar. Pelas manhãs vem cuidando dela, para não deixar o orvalho queimar suas pétalas. Erro um pouco com esse príncipe; sei que não sou perfeita, mas preciso acertar nas minhas contas. Afinal, um castelo pelo qual sempre tentei finalizar, está quase concluído. Resta apenas uma jogada do passado, e um presente que está presente. Assim, vou dizendo que o amo.

           



Escrito por Nah às 09h49
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
border=0