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Sentidos excessivos

A cidade que chora doce por todos os períodos, ainda não pede seu descanso. Em constante amargura de seus funcionários, o caldo de cheiro forte enruga a pele de olhos pequenos. Parece um jogo de quem pode mais, a máquina que canta e solta pela sua fumaça gigante e mal cheirosa ou o homem que de doce e salgado soa a todo o momento. A perseguição de lados opostos,  e também pelos caminhões em excesso que não param de chegar, acostumam  as pessoas que muito trabalham e conversam pouco,  a viverem nessa "sincronia".

 O toque, ou melhor, o alerta, é tocado e aceso pela luz vermelha no pátio. Troca-se o turno de homens cansados por outros que ainda cansarão. A vida nessas idas e vindas entre as cobertas faces extintas pelo corre-corre, tem-se pela manhã o bom dia para os que chegam e saem. No escritório, gelado e fresco pelo ar condicionado, aonde o olfato não chega a tempo de sentir o grito dela.

            E assim continua a fazer de pessoas, o caldo do bar, o cheiro forte, a visão difícil, o doce da cozinha e, tudo que a usina faz e refaz em cima dos homens baleados pela cana.

  



Escrito por Nah às 22h28
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Bang-bang

Antes o cavalo e a cartucheira eram tomados pelo vilão da cidade pequena. Tudo se expandiu. O cavalo agora é carro roubado; a cartucheira a metralhadora; o vilão, com outro termo, bandido. Evoluímos? Pode se dizer nesse ponto como a vida esteve em risco, com certeza. Mas onde precisamos alcançar não conseguimos: saúde, educação, e todo projeto de governo que não sai da parte burocrática.       

 

Nos morros do Rio de Janeiro e São Paulo o velho oeste sempre permaneceu constante. A verdade estampada em toda história de filmes e realidades, trás a continuidade dos tempos. O filme, Cidade de Deus relata no começo bem o que quero dizer; no começo dos anos 70, a bala não só corria como acertava portas, paredes e corpos.

Hoje de cidades a favelas, o ruído de solas pelo chão é sempre notável e acompanhada da gritaria. PMs atiram sem mira? Acredito que sim, pois muitas mortes acontecem devido às balas perdidas. Só deles? Não. Bandidos e traficantes também acarretam por essa culpa.

 

Inocentes na rua, calçada e ladeiras caminham e vigiam com medo ao seu redor. E quando menos espera, uma trilha de sangue passa diante de seus pés trêmulos e rápidos que caminham para um abrigo. Há também, as mulheres com braços pesados de crianças e sacolas de mercado, e olhos que mostram a força e insegurança de uma vida brasileira.

 



Escrito por Nah às 20h54
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